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agoravejoassim

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MEXEFEST DIA 27

 

 

 Fica aqui um cheirinho da noite de ontem ...

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Foto: Coliseu às 0h30

 

Vale a pena ver uma Lisboa assim, com tanta vida...

Já chegámos tarde, mas entre os nepaleses que nos tentam enfiar num restaurante das portas de Santo Antão, aos amigos que se encontram à porta do Coliseu e outra geração que ocupa a entrada do Politeama para a estreia de uma revista, lá conseguimos trocar as pulseiras e ir em direcção ao São Jorge, para começar com calma...Villagers...não vimos grande parte do concerto, mas ficou para mim eleita a sala que acústicamente tem as melhores condições do Mexefest.

 

 

 

  Depois...coliseu...Chairlift porque uma amiga insistiu....não gostei e o som estava péssimo!!!

 

 

 

Uma passagem pelo que se revelou um espaço fantástico, o aproveitameto da piscina desactivada do Ateneu, o acesso é mesmo ao lado da entrada secundária do coliseu, subimos umas escadinhas e chegamos ao "Tanque", não ficámos muito tempo mas hoje Peaches serão lá...apetece-me dar um mergulho...

 

Final da noite, o mais aguardado e acompanhou as expectativas, bom concerto! Benjamin Clementine

 

After the end...

 

 Quando saímos ainda havia música na sala do lado...mas decidimos ir para outra freguesia...fora do mexefest.

Amanhã há mais...

 

 

 

Segunda-Feira...noitada

 

Para uma segunda-feira, o que aí vinha superou as expectativas...

Não é muito normal termos concertos à porta de casa, mas por um lado ainda bem...podemos beber sem preocupações, claro há sempre o factor de fazer mal à saúde quando se exagera...

Arrancámos às 20h40, antes disso bebemos um vinho tinto do Douro e petiscámos para aguentar melhor a noite. São 15 minutos a pé até ao armazém F, aproveitamos para colocar a conversa em dia, apesar do frio, não havia vento e junto ao rio lá fomos nós. A chegar ao local, tal como no ano anterior lá estava a fila que chegava à Portugália, mas para não perder tempo à seca vamos caminhar um pouco mais e compramos uma cerveja no Cais do Sodré, pode ser que entretanto a fila desapareça... no regresso, para o nosso espanto a fila já dava a volta ao local e pensámos, bem pelo menos vamos bebericando enquanto esperamos para entrar. Lá ficámos, passo a passo, cerca de 45 minutos até entrarmos, chegamos finalmente à entrada, seis agentes da psp a fazer a vistoria em que o que me revista sente o isqueiro no bolso e me pergunta se é uma "naifa", eu fico parvo a olhar para ele, pensei que estava a brincar, mas pronto, não é uma linguagem muito normal e não aparento ser do género de quem anda com "naifas" termo que ele usou. Enfim, saltando o epísódio lá entrámos, directos ao bar, mais uma cerveja, aqui doiam um pouco 3 € cada, a rapariga que servia, bonita e simpática, mas sem jeito nenhum para a coisa...lá nos serviu.  Fomos procurar um melhor local para assistir, subimos as escadas, mas a zona de acesso visual ao palco estava totalmente preenchida, mas com isto encontramos um grupo de amigos que normalmente só encontramos nestas ocasiões...ficámos felizes e juntos decidimos voltar lá para baixo procurar um lugar que pudéssemos estar todos juntos e assistir ao concerto, por acaso ficava perto do bar...

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Foi um bom concerto, a nível de som melhor que o ano anterior, a nível de espaço...limitado, sendo um dos comentários mais repetidos pelos que passavam e inclusivé pela banda, que por nossa felicidade tocou na maior parte do concerto o álbum favorito "Bloom". Tivemos sorte que apesar de estarmos longe e numa zona de passagem, conseguimos ver bem o concerto e não sermos interrompidos constantemente com os habituais irrequietos, que andam sempre de um lado para o outro, à excepção de um que apelidámos de pisa-pés, pequenina, gordinha, pisou-nos duas vezes. Quando passava apenas trocávamos o olhar e riamo-nos "lá vem a pisa-pés". 

Final do concerto, satisfeitos seguimos em direcção ao Cais para mais uns copos, o resto do grupo tinha que trabalhar no dia seguinte e seguiram para casa.

Chegámos ao Cais e parámos no bar O Povo, às segundas é a noite da poesia, que entretanto já tinha terminado e apenas restavam os habituais declamadores, entre os quais alguns amigos que já não víamos à algum tempo, não sendo estes aficionados de concertos deste género, ainda lançaram a piada se tinhamos ido ver os Beasty Boys, rimo-nos claro...continuando a conversa por outros temas que lhes satisfaziam mais.

Bebemos mais umas cervejas e seguimos para o Viking, discoteca de anos 80, com decoração de bar alterne, espelhos varão e etc...com um coxo a servir bebidas, imperial 2€, em que para nosso espanto, até estava com boa música e lotado. Parece que era o aniversário da Cátia Vanessa e levou o pessoal do bairro...mais ou menos isso, entretanto também tinha alguns estrangeiros e "restos" do concerto. Então e o aniversário revertia-se num Karaoke, do pior que há, com músicas horríveis e vozes que nem se fala, mas para nossa felicidade era só de vez em quando, porque a maior parte do tempo havia música e haviam miúdas, a mais engraçada naquela altura devia ser a Cátia Vanessa, loira, abanava-se muito bem com um vestido vermelho da loja do chinês, mas lá continuámos ao som da música, já em estado avançado de alcool, quando de repente passa por nós aos saltos a pisa-pés do concerto, era o fim...mas vinha com um grupo de amigos, entre os quais uma francesa lindíssima que ficámos perplexos a olhar...que mulher linda...no meio disto tudo, começa assim do nada o striptease misto no palco com varão ao fundo da pista...mais música menos música a francesa vem a passar e digo-lhe algo, ele finge que não percebe e segue em direcção ao balcão, no final quando a música está a acabar ela vem ter comigo e falámos de tudo menos do que interessava, eu nem sei falar francês, mas ela mostrou-se interessada, entretanto apresentou-nos os amigos, incluindo a pisa-pés, e lá fomos ao balançar da Caravana, entretanto saímos, continuando a trocar olhares, não me lembro do que falámos e ela mostrou-me no telemóvel fotos que eu nem queria saber devido ao meu estado, mas pacientemente vi enquanto olhava para ela e lhe tentava dizer o quanto a achava bonita e queria ficar com ela esta noite, os amigos já impacientes, metiam-se na conversa para irem embora e ela pediu para esperarem, enquanto eu já com o entusiasmo a perder-se me apaixonava e continuava a falar como se nada à volta existisse, até que quando os amigos desistem e lhe dizem que se vão embora e a puxam para ir com eles e eu fico parado a olhar para ela com expressão de desilusão enquanto entram no taxi, triste e perdido, ela sai do taxi corre em minha direcção e beija-me feliz e apaixonadamente, quando me apercebo dos seus lábios nos meus, abandona-me de volta ao taxi. Após aquele momento olhei para o meu amigo e ele ria-se como um perdido, quando cheguei ao pé dele, ele perguntou-me, ficaste com o número? E eu parvo, não...Foi aí que caí em mim, percebi que provavelmente tinha bebido demais e perdi uma boa oportunidade de ser mais feliz. Ele apenas me dizia, então, mas, quer dizer...e eu respodia-lhe, fodasss, não me digas nada, que linda...

Seguimos para casa a falar do assunto...aterrámos até ao dia seguinte bem tarde.

Gostas do bobi...ainda bem, eu também...

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E aqueles donos que levam o cãozinho a passear e quando este decide fazer o seu embrulho mesmo no meio da nossa linda calçada portuguesa e se preparam para tirar o saco, mas entretanto olham de esguia e julgam que ninguém está a ver e decidem seguir viagem... Por vezes fingem estar à procura do saco que não encontram para acalmar a consciência. Eu acho bem, porque se isso acontece é porque sentem uma obrigação na acção, quando o que deveriam sentir era preocupação natural. Prefiro que não apanhe enquanto não o sentir.

Ups...agora e sempre vou ter que esperar...

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 Sabem aquelas pessoas que se levantam para sair e continuam a conversar, especialmente as que naquele momento em que o comboio está a parar é que se lembraram do tanto que havia para dizer, pois...entretanto o comboio pára e só nessa altura se dirigem para a porta, mas afinal é a porta atrás e depois o botão não funciona...normalmente riem-se por outro lado ficam chateadas porque vão ter de trocar na próxima paragem e voltar para trás, no entanto aquilo que tinham para conversar já não têm, podiam ao menos aproveitar o descuido, passando assim a ser um bom momento em vez de ser estúpido.

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